segunda-feira, 31 de março de 2014

Rosas na sinaleira


Por Chico Ribeiro Neto*

Tem um rapaz que fica numa sinaleira da Avenida Garibaldi, perto da Ademar de Barros, há muitos anos e, curiosamente, nunca vi outros vendedores de rosas em mais nenhum sinal, a não ser em bares à noite, onde mulheres enfastiadas tentam oferecer rosas à venda, e a maioria não compra.

Esse cara, não, ele não é chato, não insiste, apenas oferece a rosa uma vez e depois segue em frente. Vejo muitas pessoas comprarem e saírem satisfeitas.

Em sinaleiras onde acontece tanta coisa – o motoqueiro arranca o seu retrovisor, vem um chato sujo pra limpar seu parabrisas e você pode sofrer até um assalto -, aparece um cara vendendo rosas. Me lembro do poema de Carlos Drummond de Andrade: “Uma flor nasceu na rua”.

Minha mãe dizia que água e conselho só se dá a quem pede. Mas vou desobedecê-la e dar um conselho a quem cospe fogo na sinaleira ou joga três cocos para cima: vendam rosas, talvez essa cidade fique um pouco mais feliz.

*Chico Ribeiro Neto é jornalista

O mundo ouve a poesia da jornalista Daniela Souza na voz de Gil Dillon



terça-feira, 18 de março de 2014

A jornalista e poetisa Daniela Souza


Poesia precisa de voz.
Precisa vazar pelos pulmões,
destravar a língua,
roçar os ouvidos
e alimentar sua vaga passagem pelo planeta Terra.
Plante hoje a poesia no poema e colha risos, lágrimas, emoções.
Sem poema e sem poesia não se faz revolução!
Poesia precisa de voz...
de vez, em vez de ler revista no banheiro
declame, reclame, entoe.
Viva a tecnologia do aparelho fonador! (Sonhador)
Dê voz as suas metáforas,
não pela fama,
não pela métrica,
mas pelo prazer do som...
...para fazer a língua gingar
e, quem sabe, o seu amor feliz
Viva o dia da poesia!
Te desejo mil palavras
E que elas inspirem não só imagens, mas mensagens de arrepiar a alma

Jornalista e poetisa - Daniela Souza

Daniela Souza